segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Eu Sou O Livreiro de Cabul

Este é um livro-resposta redigido pelo verdadeiro livreiro de Cabul - Shah Muhammad Rais -, que pretende com a publicação, desmentir as acusações/invenções feitas pela escritora norueguesa Asne Seierstad - que viveu por cinco meses em sua casa em Cabul para escrever o cotidiano de uma família muçulmana em: "O Livreiro de Cabul" - e, segundo ele, a escritora se aproveitou da ortodoxa hospitalidade afegã e traiu-lhes ao escrever coisas tão absurdas sobre seu povo, ferindo assim profundamente sua família, país e religião. Usando como contra-ponto, os trolls - gnomos, a quem se atribui a justiça, segundo a mitologia norueguesa -, Rais desenvolve toda noite, um diálogo com essas figuras, e estes o interrogam sobre os pontos mais importantes do livro que, segundo eles, o mundo também exige esclarecimentos sobre a crueldade imposta à família por "Sultão Khan", codinome pejorativo que significa 'Senhor Mandatário', dado por Seierstad ao livreiro de Cabul. Vale a pena conferir; se você leu "O Livreiro de Cabul" com certeza também lerá este para tirar suas próprias conclusões sobre o 'duelo.' (AA)

RAIS, Shah Muhammad, 1954. "Eu Sou O Livreiro de Cabul" - trad. Pedro Jorgensen Jr. 3 ed - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Visita à Roma Antiga

Este livro traz ao leitor uma visão sintética dos doze séculos mais importantes de Roma que foi a 'capital do mundo antigo.' Nesta obra, que o autor Leonel Ferreira tece de uma forma fácil, agradável e altamente didática, o aluno/leitor irá se deparar com os mais variados tipos de moradia, meio de transporte, lazer, cultura, culinária e curiosidades romanas desde a Monarquia, passando pela República, início da era cristã - ano zero -, até o Império, ano 476 d.C. que é o início da Idade Média. Este livro traz também muitas ilustrações - desenhos e fotos - de objetos e lugares atuais sobre os temas abordados, tornando assim muito agradável sua leitura. (AA)

FERREIRA, Olavo Leonel, 1938. "Visita à Roma Antiga" - 2 ed. - São Paulo: Moderna, 2003. (Coleção desafios)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Cidade do Sol

Mais uma vez, lendo um romance afegão, me surpreendi com a tamanha sensibilidade de Khaled Hosseini - autor de: A Cidade do Sol e O Caçador de Pipas -, que, como afegão, nascido na capital Cabul, pôde como ninguém transmitir ao mundo, ainda que em obra de ficção, a dor e a opressão que se passa em seu país, principalmente em relação às mulheres. Nesta, que foi a sua segunda obra, ele transporta o leitor a um Afeganistão que já foi orgulho nacional por suas campinas, mesquitas, liberdade e uma leve igualdade entre homens e mulheres, isso é claro, antes da invasão soviética em que muitos jovens inocentes foram 'arrancados' de suas famílias e forçados a lutar em uma guerra a que não pertenciam, enquanto viúvas e moças eram estupradas e humilhadas por soldados e aproveitadores. Porém depois de derrotar os soviéticos, a guerra continuou entre os próprios afegãos que se destruiam mutuamente em guerras civis por pertencerem a esse ou aquele partido. Por querer enfatizar o papel da mulher em seu país, Hosseini traz duas mulheres, até então, desconhecidas - Mariam e Laila, que o destino se encarregou de uni-las -, como protagonistas neste best-seller que, mais uma vez, faz lacrimejar os olhos do 'pobre leitor'. (AA)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"FRASES" - www.linguarudo.net

"As vezes dá vontade de virar anjo ou astronauta e sair por aí buscando outras galáxias, onde os seres não fossem tão vaidosos, nem prepotentes a ponto de matar, de trair, de invejar! AI, AI AI AI AI!" ( Dete )

"Todos esses aí estão atravancando meu caminho./Eles passarão, eu passarinho." (Mário Quintana)

"Um dia estando entre nós o Atlântico,/ senti a tua mão na minha./Agora, tendo a tua mão na minha, / eu sinto entre nós o Atlântico." ( Drummond )

" Há três coisas na vida / que não voltam atrás:/ a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida." ( provérbio chinês)

" Meu tempo ainda não chegou/ alguns nascem postumamente". ( Nietzsche )

" Você que só toca em si/ só canta em sí/ só pensa em si. Ah! Tenha dó/ Deixa pra lá? olhe o sol e... tente tocar em mi " ( Evelin P. Morsch )

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Livreiro de Cabul

O Livreiro de Cabul é um documentário-diário contado em forma de ficção literária, mas com relatos verdadeiros sobre uma família afegã publicado pela jornalista noruguesa Asne Seierstad, que conviveu por três meses na casa de Khan - patriarca e líder absoluto na família, como reza a cultura do país -, que assentiu a novidade desde que ela observasse os costumes e regras de seu país e se passasse como alheia aos mais variados modos e absurdos que se passam num clã afegão, principalmente concernente às mulheres. Best seller já vendido para mais de 30 países, culminou na investida viagem de Khan - cujo verdadeiro nome é Shah Mohammad Rais -, à Noruega de Seierstad para processá-la sobre os relatos contidos no livro; mas que se contentou em escrever o livro - " Eu Sou o Livreiro de Cabul " -, com um editor norueguês replicando a obra primórdia. (AA)

SEIERSTAD, Asne. "O Livreiro de Cabul." trad. de Grete Shevik. 15 ed. Rio de Janeiro: Record, 2007.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Twin Peaks - Quem Matou Laura Palmer?

Este é um romance policial cheio de intrigas, mentiras e desejos ardentes que rodeiam a bela Laura Palmer. Uma menina linda que vive na pacata cidade de Twin Peaks e é encontrada morta à beira de um lago ao brotar da vida. Muitos são os suspeitos neste romance já que ela relatar tudo o que acontecia em seu famoso 'diário secreto.' O livro que virou filme e até seriados de TV, não explicitou o assino nmo final do enredo mantendo assim o título do mesmo. Quem sabe algum dia este seja revelado; mas talvez seja melhor assim para manter o suspense e explorar a imaginação do leitor. (AA)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dom Casmurro

Uma da últimas fotos de Machado de Assis Uma das últimas obras de Machado de Assis publicada em 1899, que trata dos amores e dúvidas dos corações adolescentes - de Bentinho e Capitu -, mas que parece impossível, pois a mãe deste que teve problemas ao trazê-lo a este mundo prometeu a Deus que este seria padre e que o mandaria para o seminário logo na adolescência - que o fez estavam no auge de uma tácita paixão -, mesmo contra sua vontade. Há ainda outras personagens importantes na trama, tais como Prima Justina, Pádua, o pai de Capitu e Escobar um seminarista e único amigo de Bento Santiago a quem este lhe confere o título de traidor por achar que o filho que Capitu lhe deu anos mais tarde é fruto de um adultério de sua amada, deixando a trama assim com um ar de triângulo amoroso culminando num final trágico o que era pra ser uma linda história de amor. Esta é uma clássica obra escrita logo após a abolição a escravatura no Brasil e rica no vocabulário, que é uma peculiaridade de Machado de Assis, por isso é recomendável lê-la com um dicionário ao lado. (AA)

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Caçador de Pipas


Este é um livro daqueles que você jamais esquecerá. Simplesmente envolvente, dramático e com certeza te fará refletir profundadamente sobre as palavras medo, fraqueza, amizade, mentira, traição e principalmente lealdade; já em seus primeiros capítulos você estará totalmente envolvido e verá que será impossível não se emocionar com este belo romance que começa num Afeganistão monárquico e se estende até os últimos dias do desumano comando Talibã. Vale a pena conferir! (AA)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Menina Que Roubava Livros

“Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler”

Esse livro é ótimo. Primeira obra do jovem escritor australiano Markus Zusak que, com destreza prende os olhos do leitor às páginas nevadas da gélida Alemanha hitlerista e destrincha este belo romance narrado pela própria Morte que naqueles fúnebres anos teve tanto trabalho, mas separou 'um tempinho' para contar a história da "roubadora de livros" - uma singela criança ao léu em plena segunda Guerra Mundial - o que chamou a atenção de Dona Morte. Esse eu recomendo, é lindo e emocionante! (AA)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.

Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que só para mim
Anda o Mundo concertado.

(Luís Vaz de Camões)

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